Formação Pensamento Ocidental – Aula 19/32 – Espinosa e o plano de imanência
Espinosa traz de essencial na obra dele, na filosofia dele, uma capacidade, enquanto filósofo, que é raro encontrar em filósofos, que acaba consistindo no seguinte: através da mais pura filosofia, ele conseguir fazer com que a vida seja reencontrada. Ou seja, levar a filosofia para fora da filosofia; ele cria um sistema, ele cria um esquema que, na realidade, é o que estamos chamando de plano de imanência ou de plano de consistência ou de plano de composição – hoje vamos esclarecer um pouquinho melhor as nuances desses termos; através disso ele consegue levar a vida no seu imediato, uma vida que não precisa de intermediação. Espinosa, nesse sentido, cria o mais puro plano de imanência. O plano de imanência não é um plano como um projeto, como um desenho ou como um programa; o plano é mais como um mapa, como uma geografia, é como uma tela que põe os afetos em contato imediato – o que seria um meio, um puro meio, mas não um meio como um intermediário, como intermediação; é um meio puro onde as coisas se dão. Então Espinosa quer encontrar esse meio, ele quer destituir os intermediários; e os intermediários todos, no fundo, se resumem num único nome, que é a transcendência.











