Curso Educação Para Potência – Aula 04/08 – Modalidades de experiência (transcrição)

Nossa crítica radical incide sobre um plano suposto, necessária pelo modo de vida reativo do homem, incide sobre esses modos e maneiras de viver da humanidade que demandam um plano fora da natureza, ou mesmo dentro da natureza – mas diferente da natureza, de outra ordem , que seria esse plano transcendente de organização. Ficamos com a questão da educação para a potência a partir de um horizonte criativo, que seria desinvestir ou desconstruir esse plano exterior de referência do homem para liberar essa dimensão imanente da natureza de nós mesmos, nos modos de vida que levamos ou que implementamos.

Curso Educação Para Potência – Aula 03/08 – A natureza da experimentação (transcrição)

O devir reativo constitui um campo de forças onde o corpo situa o desejo de maneira tal que você não consegue pensar de outra maneira. Tem um preconceito de base que não tem a ver com o conhecimento, mas com as condições do conhecimento, com as condições do modo de pensar. É essa urgência que eu sinto enquanto oferta dessa proposta de pensar uma educação para potencia e não para obediência. O que eu chamo de unanimidade é que essa visão de educação é uma educação para obediência e não para potencia.

Curso Educação Para Potência – Aula 02/08 – Memória como produção de continuidade (transcrição)

Desde que o homem é homem existe essa necessidade de produzir-se a si mesmo, de criar maneiras de existir. Se a gente observar como as sociedades primitivas vão trabalhar essa questão da auto produção de si, de signos, de corpos, das relações sociais, que nelas tem essa singularidade, o que chama atenção é que elas não lançam mão de nenhum plano transcendente, de nenhuma divindade fora da natureza, de nenhuma referência racional autônoma.

Curso Educação Para Potência – Aula 01/08 – Filosofia na primeira idade (transcrição)

Esse curso faz parte de um projeto maior, “bem ambicioso” chamado Filosofia na Primeira Idade, que tem uma visão muito diferenciada em relação a educação, a filosofia, a estética, a ética, a memória. São estas as questões que vamos trabalhar aqui. Educação para Potência é um nome que contrasta com os modos tradicionais que, a meu ver, são todos voltados para uma educação para a obediência.

Fuganti – Responsabilidade Ética e Irresponsabilidade Moral

O artigo procura apreender e esboçar as condições e circunstâncias imanentes à necessidade que leva uma sociedade a individualizar e subjetivar atos e comportamentos e a considerá-los passíveis de responsabilização pelas eventuais consequências nocivas que trariam. Para tanto, sinalizamos um traçado das linhas de força que colocam o problema não genericamente, partindo de valores abstratos sustentados como modelos universais de conduta, e sim desde tipos ou modos de vida dos homens que sentem, pensam e agem em função da continuidade de seus desejos e demandas em sociedade. Distinguimos inicialmente a ideia de responsabilidade desde a imagem que a preenche e da palavra que a simboliza, reencontrando o puro conceito. Remetemos o conceito ao problema ao qual responde concretamente. Problematizamos o próprio modo de colocar o problema, remetendo-o a um campo problemático de relações de forças. Apreendemos nesse campo de forças as modalidades imanentes de vida que nele se preenchem e se projetam nos valores sustentados como solução ou saída. Colocamos o problema, então, do tipo de vida que se investe e se colhe como retorno, o que engendra novos processos ou devires que dignificam ou empobrecem as forças constitutivas da vida e condicionam os meios de superar a humanidade reativa em nós.

Fuganti – Lógica Penal e Criminalização das Vidas: Controle, Poder e Sujeição

Tecerei algumas considerações acerca de uma tendência dominante em nossas sociedades, que condiciona as práticas contemporâneas de justiça e seus dispositivos de julgamento, controle e gestão sobre a vida, já manifesta e pressuposta em seus modos de desejos, pensamentos e crenças. E então procurarei desdobrar algo do que pode se processar em nós segundo a natureza e o investimento dessa tendência. Paralelamente tentarei extrair algumas virtualidades daquilo que em nós pode dar sustentabilidade a uma outra postura – com outros valores, outra maneira de desejar, de pensar, de sentir.

Agenciamento

O conceito de agenciamento opera um duplo ultrapassamento em relação ao modo de pensar da tradição inaugurada pelo humanismo moderno: por um lado, destitui a ideia dominante de uma natureza humana a priori – cuja forma legitimaria o senso comum do sujeito do conhecimento, a partir da constituição de um modo superior de desejar, neutro e desinteressado; por outro, desqualifica a verdade dos valores universais extraídos ou descobertos a partir de um plano de objetos ideais em si, constitutivo do bom senso – plano pretensamente superior ao plano de natureza e das forças de produção das formações sociais (ainda banhado de paixões humanas interessadas e parciais por natureza), enfim, como fundamento que torna possível o conhecimento verdadeiro, imparcial e universal.

Formação Pensamento Ocidental – Aula 22/32 – Hume e o empirismo

24Luiz Fuganti Eu vou fazer uma introdução rápida com relação a Hume e colocamos os elementos básicos para entrarmos na questão das instituições, da lei, do contrato, da liberdade; vamos ver se fazemos uma coisa interessante. David Hume: um escocês do século XVIII; nasceu em 1711, morreu em 1776. Hume é classificado, na história da […]